Estudo avalia benefícios da melhora do condicionamento físico antes de cirurgia para tratamento de


Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, avaliaram os efeitos de um treinamento intervalado de alta intensidade realizado um mês antes de uma cirurgia para tratamento de câncer urológico.

O estudo de controle randomizado avaliou os benefícios deste tipo de treinamento na aptidão cardiorrespiratória de pacientes com mais de 65 anos, no período em que aguardavam a realização das cirurgias em um hospital de referência do Reino Unido.

Um dos pontos que levaram os pesquisadores ao estudo foi que a cirurgia para esses tipos de câncer está associada a altas taxas de complicações (cistectomia 56%, nefrectomia 21%, prostatectomia 19%), além do fato de que os pacientes geralmente relatam fadiga, capacidade física e qualidade de vida reduzidas após o tratamento.

Segundo o estudo, apenas 30% dos pacientes são capazes de retomar as atividades físicas realizadas antes da cirurgia três meses após uma prostatectomia radical, e 50% conseguem depois de 12 meses. Essa redução da capacidade física após a cirurgia leva a um prolongado afastamento do trabalho, aposentadoria precoce e redução da qualidade de vida.

O estudo

Quarenta pacientes foram recrutados, com idade média de 72 anos. A conclusão do Dr. James Blackwell e de sua equipe foi que este período de treinamento melhorou a aptidão cardiorrespiratória e a saúde cardiovascular, resultando em benefícios clinicamente significativos.

Os pesquisadores sugerem que novos estudos nesta área sejam necessários, sobretudo para avaliar os benefícios destas medidas nos pacientes em tratamento para diferentes tipos de câncer, e para verificar possíveis benefícios no caso de complicações pós-operatórias, além de avaliar o impacto socioeconômico e na sobrevida em longo prazo.

Atividade física e a recuperação

Os especialistas observaram que pacientes que realizam atividade física regularmente apresentam melhores resultados no pós-operatório. Também revelam que os pacientes que mantém a rotina de exercícios após o diagnóstico apresentam menor risco relativo de mortalidade por câncer, menor recorrência do câncer e menos efeitos adversos da doença.

Segundo o Dr. Marcelo Lorenzi, médico urologista do Centro Integrado de Urologia (CIU), é sempre muito benéfica a correlação do esporte nas diferentes áreas da saúde.

“Independentemente de idade, diagnóstico ou tratamento, a realização de atividade física regularmente, com indicação médica e acompanhamento profissional, é sempre uma medida não apenas preventiva para diversas doenças, entre elas o câncer, como também uma excelente medida para acelerar a recuperação, no caso de uma cirurgia.”

O estudo completo está disponível em https://www.nature.com/articles/s41391-020-0219-1

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